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O Flamengo substitui o patrocinador por uma mensagem de protesto contra a proibição das apostas no Brasil

  • Protesto na Camisa: O Flamengo entrou em campo com uma mensagem invulgar nas camisas, substituindo o seu patrocinador principal por um protesto direto contra a proibição federal das apostas desportivas no Brasil.
  • Motivação do Protesto: A mensagem «Proibir não é proteger» surge em resposta à Medida Provisória n.º 1.394/2026, assinada pelo Presidente Lula, que proibiu as plataformas de apostas com odds fixas em todo o país.
  • Impacto Financeiro e Ações: O Flamengo corre o risco de perder centenas de milhões em receitas de patrocínio e tomou medidas legais para contestar a proibição no Supremo Tribunal Federal, com a expectativa de que outros clubes se juntem ao protesto.

O Flamengo entrou em campo com uma mensagem invulgar nas camisas durante o confronto do Brasileirão contra o Santos, substituindo o seu patrocinador principal por um protesto direto contra a proibição federal das apostas desportivas no Brasil.

O Flamengo substitui o patrocinador por uma mensagem de protesto contra a proibição das apostas no Brasil

Flamengo exibe mensagem «Proibir não é proteger» na camisa

Em vez do logótipo habitual da Betano no peito, o gigante carioca exibiu o slogan «Proibir não é proteger».

Esta mensagem visual surge em resposta à Medida Provisória n.º 1.394/2026, assinada pelo Presidente Lula, que proibiu a operação, a intermediação e a publicidade de plataformas de apostas com odds fixas em todo o país. A proibição repentina obrigou os clubes a remover os patrocinadores de jogos de azar das camisas e dos ativos dos estádios praticamente da noite para o dia. Com o seu contrato de patrocínio principal com a Betano avaliado em cerca de 268,5 milhões de reais por época (cerca de 45 milhões de euros por ano), o Flamengo corre o risco de perder centenas de milhões em receitas previstas e criticou formalmente a medida, argumentando que criminalizar os operadores licenciados prejudica o financiamento do desporto sem erradicar os mercados clandestinos.

O slogan tem origem num manifesto conjunto organizado por associações brasileiras do setor do jogo e também tem sido exibido nos painéis LED dos estádios por toda a liga. O Flamengo tomou medidas legais para contestar a proibição no Supremo Tribunal Federal, e esperam-se mais manifestações com as camisas nas próximas jornadas, à medida que outros grandes clubes brasileiros se juntam ao protesto.

Entretanto, o Santos usou o logótipo da instituição de caridade «Instituto Leão do Mar» na camisa, em vez do habitual patrocinador de apostas. O Instituto Leão do Mar é uma organização social e ambiental fundada pelo Santos Futebol Clube em setembro de 2026, com o objetivo de expandir as atividades do clube para além do campo de futebol.